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Coca-Cola Clear: a Coca-Cola transparente é lançada no Japão.

Apesar de nenhuma notícia sobre isso é encontrada no site da Coca-Cola Brasil, blogs e sites jornalísticos estão postando essa novidade nas redes sociais. Busquei no site da Coca-Cola Brasil, no do Japão, mas só encontrei a confirmação da novidade no site da empresa nos EUA .


Coca-cola Clear: a Coca-Cola transparente.

Quais as diferenças com o produto vendido no Brasil?

A ausência do corante caramelo IV (que é o que dá a cor característico da bebida) é a maior diferença, mas esse novo produto também é mais saudável (não por decisão da companhia, mas por exigência do governo japonês).


Quais os malefícios desse corante para a saúde?

São muitos. Especializado em nutrição e segurança alimentar, o Center for Science in the Public Interest (CSPI), dos Estados Unidos, divulgou um estudo mostrando que o refrigerante Coca-Cola fabricado no Brasil tem a maior quantidade dessa substância potencialmente cancerígena entre todos os países avaliados. A bebida nacional tem 66 vezes mais quantidade do 4-metil imidazol (4-MI), subproduto presente no corante caramelo IV, do que o que é vendido na Califórnia. O estudo incluiu os refrigerantes comercializados no Canadá, Emirados Árabes, México, Reino Unido e nos Estados Unidos. É por isso que estranhamos a diferença na cor do produto que é vendido e o que estão nas fotos de publicidade. A substância foi incluída em uma lista de agentes cancerígenos pela Agência Internacional para Pesquisa em Câncer depois que estudo do Programa Nacional de Toxicologia dos Estados Unidos relacionou o 4-MEI com os cânceres de pulmão, fígado, tireoide e leucemia em testes com animais em laboratório. No Brasil, a concentração é de 267 microgramas de 4-MI por lata do produto, enquanto na Califórnia é de apenas 4 microgramas. O 4-metil-imidazol é resultado de uma reação da amônia e do sulfito presentes no refrigerante. No Brasil, alguns produtos da Pepsi como a Pepsi tradicional e a versão light usam o corante INS 150a, que é o caramelo natural, considerado mais seguro. Isso demonstra que a troca na formulação para garantir a saúde do consumidor é possível. Mas a Pepsi Twist e a Pepsi Twist Light ainda têm o corante INS 150d. Ao analisar a lista de ingredientes da rotulagem de alguns refrigerantes do mercado brasileiro a Proteste Associação de Consumidores encontrou o caramelo IV também no Guaraná das marcas Antarctica, Kuat e Schin. Classificado como bebida gaseificada não-alcoólica e não fermentada, o refrigerante apresenta em sua fórmula água mineral, açúcar ou edulcorante (os adoçantes das versões light, zero e diet), extratos ou aroma sintetizado de frutas ou outros vegetais, corantes e gás carbônico. “Trata-se de um produto que não tem valor nutricional algum e que, além disso, é rico em calorias e outros ingredientes que podem prejudicar a saúde de quem consome o produto regularmente”, afirma a bióloga Fernanda Ribeiro, técnica da Proteste, uma associação de defesa do consumidor. Segundo ela, uma análise das marcas mais vendidas no Brasil confirmou grandes quantidades de açúcares, sódio e edulcorantes. “As quantidades são inadequadas principalmente para crianças. No quesito sódio, por exemplo, a ingestão de dois copos já ultrapassa os índices diários de sódio no organismo recome Deseja adicionar uma legenda a esta imagem? Clique no ícone Configurações. ndados pela Organização Mundial de Saúde”, afirma. As consequências do consumo desse tipo de bebida no organismo variam conforme a genética e a predisposição de cada um, a periodicidade e a quantidade ingerida. No caso das versões convencionais, em que existe alto teor de açúcar em cada porção, uma das maiores preocupações tem a ver com o ganho de peso e, consequentemente, com o surgimento do diabetes tipo 2. Segundo pesquisa da Universidade de Harvard (EUA), divulgada na revista científica Diabetes Care, pessoas que ingerem duas porções diárias de bebidas açucaradas (cerca de 340 gramas) têm 26% mais chances de desenvolver o diabetes do que aqueles que consomem essas bebidas em menor quantidade. Também foi associado a um risco 20% maior de desenvolvimento de síndrome metabólica (conjunto de fatores de risco para doenças cardíacas).


A Coca-Cola Plus também é exclusiva do Japão desde 2017, quais as diferenças?



A versão Plus do refrigerante tem a cor tradicional da bebida, mas já contém um ingrediente considerado laxativo, a dextrina indigestível, que é rica em fibras e ajuda na movimentação do sistema digestivo, o que agradou o governo japonês sempre preocupado com a saúde de seus consumidores, principalmente os mais velhos.

De acordo com a companhia, a bebida foi criada para ajudar a suprimir a absorção de gordura e regular o nível de triglicérides no sangue. A bebida não contém calorias e é recomendada para ser ingerida junto com as refeições. De acordo com o site da companhia, o produto é voltado para consumidores com 40 anos ou mais.

Por essas características, a bebida ganhou um selo de Alimentos para Usos Especificado de Saúde do governo japonês. Significa que a bebida contém um ingrediente considerado saudável pelo governo. É o terceiro refrigerante a ganhar essa designação no país.

A bebida foi lançada no ano passado e tem enorme adesão entre a população mais idosa, de acordo com o Wall Street Journal. A companhia precisava de um item para atrair a população mais velha, bastante preocupada com sua saúde.



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